Na foto: Bill Gates e o presidente francês Emmanuel Macron em Paris, 12 de dezembro de 2017. [Pool/EPA/EFE]

A União Europeia (UE) e a Fundação Bill & Melinda Gates vão unir-se numa iniciativa de apoio à investigação e inovação na agricultura em países em desenvolvimento da África e da Ásia. Com uma duração prevista de três anos (2018-2020), o projeto representa um investimento de 270 milhões da UE e 255 milhões por parte da Fundação Bill & Melinda Gates.

O compromisso foi alcançado na One Planet Summit, em Paris, no dia 12 de dezembro, e surge no seguimento do Acordo de Paris sobre o ambiente e da conferência COP 23 em Bonn sobre as mudanças climáticas.

Os principais objetivos da iniciativa são “ajudar os agricultores mais pobres do mundo a adaptarem-se melhor às condições de cultivo cada vez mais difíceis causadas pela mudança climática, incluindo temperaturas mais altas, padrões climáticos extremos (secas e inundações), doenças, pobre fertilidade do solo e ataques de pestes às culturas. Os agricultores pobres em países em desenvolvimento vão precisar das ferramentas e tecnologias mais inovadoras,” disse a Fundação Bill & Melinda Gates em comunicado.

Tecnologia agrícola contra as mudanças climáticas

“A agricultura é o caminho mais promissor para a saída da pobreza para indivíduos e países. O impacto desproporcional das mudanças climáticas nos povos mais pobres do mundo significa que há uma necessidade mais urgente que nunca de ajudar os agricultores mais pobres a aumentarem a sua produtividade nas condições cada vez mais duras que enfrentam,” disse Bill Gates na One Planet Summit.

Para alcançar estes propósitos, as organizações vão focar-se em vários eixos de ação. Segundo a Fundação Bill e Melinda Gates, são eles o melhoramento das culturas (com foco na big data e na robótica), a proteção das culturas (incluindo a aplicação de novas formas de lutar contra doenças em plantas como ínhames e batata doce, assim como a plantação de espécies tolerantes à seca e ao calor) e a gestão de culturas (com destaque para tecnologia que permita aumentar a produtividade das explorações).

O aumento do número de postos de trabalho no setor, a melhoria das capacidades dos países-alvo de investigação para a inovação e a geração de conhecimento para criação de melhores políticas e decisões de investimento também serão focos da iniciativa, segundo comunicado da UE.

O “trabalho técnico” do projeto, com a identificação de prioridades e desenvolvimento de planos a longo prazo, vai avançar com a colaboração da Comissão Europeia, da Fundação Gates, da Itália, da Alemanha, da França, de Espanha e de “outros Estados-membro e parceiros interessados,” conclui a UE.

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