Sensores, imagens de satélite e software de monitorização agrícola já são termos bem conhecidos por quem trabalha em agricultura. Juntamente com outras tecnologias, constituem aquilo a que se chama agricultura de precisão – que muitos dizem ser das invenções mais importantes dos últimos 50 anos na agricultura.

Mas quais são os impactos que tem na agricultura? O que pensam os produtores agrícolas sobre ela? Um novo estudo vem dar algumas respostas.

Um grupo de investigadores da Universidade de Lethbridge, no Canadá, aplicou um questionário a produtores agrícolas do sul da região de Alberta. E o que descobriram pinta um retrato positivo do uso da agricultura de precisão.

Veja o vídeo: Como a Carmo e Silvério aumentou a eficiência da rega com tecnologia

Agricultura de precisão: que impacto?

O estudo chegou às seguintes conclusões:

  • 81% dos produtores utiliza tecnologias de agricultura de precisão
  • O rendimento anual das culturas aumentou, em média, 20% e a qualidade das mesmas aumentou 16%
  • As poupanças de água, fertilizante, herbicidas e pesticidas variam entre 14% e 24%
  • 89% dos produtores está altamente satisfeito com a tecnologia
  • 92% dos utilizadores pretendem adotar mais tecnologias deste género no futuro.

Entre os inquiridos, as tecnologias mais usadas eram GPS, tecnologia para condução automática, instrumentos para monitorização das culturas, software para gestão agrícola, tecnologia para monitorização meteorológica e satélite.

As principais motivações destes produtores para adotarem AgriTech foram a redução de custos com energia (77%), aumentar o rendimento das culturas (62%), aumentar a eficiência do uso das máquinas (58%), aumentar a qualidade das culturas (57%) e reduzir a quantidade de água usada para rega (54%).

O estudo descobriu ainda (sem surpresas, dizem os investigadores) que a AgriTech é sobretudo utilizada em terras irrigadas (92% contra 8% em terras não irrigadas).

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Foto: Getty Images