Todos os profissionais que trabalham em produção agrícola reconhecem que a água é dos fatores mais importantes na sua atividade.

No entanto, muitos produtores não regam de forma eficiente, desperdiçando água através de métodos de rega desadequados (e sistemas de irrigação pouco eficientes).

Felizmente, têm instrumentos altamente eficazes ao seu dispor para ajudá-los a regar melhor: tecnologias de agricultura de precisão, que facilitam a tomada de decisão.

Poupança de água

O potencial benefício mais óbvio é a poupança de água.  Muitas vezes, os produtores regam em excesso – e isso custa dinheiro (em gastos com energia e água), pode prejudicar a saúde das culturas e tem um impacto negativo no ambiente.

Existem vários casos de estudo que comprovam o argumento da poupança de água recorrendo a tecnologia de agricultura de precisão.

Num estudo do Parlamento Europeu, é reportado o caso de uma empresa espanhola de produção de limões que, após adotar uma tecnologia deste género, conseguiu reduzir o consumo de água para rega em 25% – uma poupança de 44€ por ha.

Outro caso de estudo, realizado pela Agroop numa exploração focada na cultura da batata em Portugal, concluiu que a adoção de sensores de solo e ar, em conjunto com software para monitorizar dados sobre as culturas, permitiu obter uma poupança de água de 32%.

Poupança em energia, mão de obra e dinheiro

Além do custo da água para rega, na grande maioria das explorações consome-se energia (seja eletricidade ou combustível) para alimentação dos sistemas de rega. Por vezes, também há consumo associado ao transporte de água para as explorações.

Damos novamente como exemplo o caso de estudo na cultura da batata, que verificou uma poupança de 32% em energia – um custo energético por hectare de 48€ em vez de 71€.

Outra poupança possível é em mão-de-obra ou tempo. Com a tecnologia certa, o agricultor não tem que se deslocar diariamente ao campo para verificar se a irrigação está a ser feita como previsto ou se há algum problema, pois pode acompanhar o estado da rega à distância.

Aumento da produção

Uma rega mais eficaz e adaptada à realidade concreta das culturas pode resultar num aumento da produção. Um estudo realizado pelo Departamento de Agricultura dos EUA a 55 produtores concluiu que o uso de tecnologia para monitorização de dados como temperatura e humidade do solo permitiu alcançar um aumento médio da produção de 8%.

O caso de estudo realizado em Portugal, que já mencionámos, obteve resultados semelhantes. O produtor reduziu a rega e, no fim, verificou que teve um aumento da produção limpa – sem refugo – de 12,6%. Quanto menos refugo houver, maior é o retorno do investimento do produtor.

Se regarmos em excesso, também podemos levar à asfixia radicular, que por sua vez pode resultar em apodrecimento das raízes e mesmo morte das plantas. Isto, naturalmente, dá origem a uma produção reduzida.

No caso de estudo da Agroop, as plantas cuja rega foi monitorizada com tecnologia tiveram melhor qualidade.

Produção com melhor qualidade

Outra das conclusões do caso de estudo na batata foi que se obteve produção de melhor qualidade na parcela monitorizada com tecnologia. As batatas tinham pele com melhor aspeto e um tamanho mais uniforme.

Se olharmos para o caso da fruta, há outro fator a considerar. Ao regarmos as culturas em excesso, os frutos resultantes terão tendência a ter um Brix mais baixo, ou seja, vão ser menos doces. Um acompanhamento das necessidades hídricas ajuda a melhorar os parâmetros de qualidade.

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rega de precisão

Imagens: Shutterstock, Getty Images